O mundo está em crise, basta ligar a televisão ou ver os jornais e somos bombardeados com as notícias, debates e programas sobre a crise.
Os Políticos e a banca dizem-nos que temos de apertar o cinto, que temos de tomar medidas de austeridade. Os impostos sobem, os aumentos são congelados, os salários para novos contratados descem, isto tudo em nome da crise. Dizem que somos responsáveis por ela porque gastámos mais do que tínhamos. Será que é assim?
Uma das coisas que nós devíamos exigir era que nos explicassem como chegámos a este ponto. Já que nos exigem que paguemos a crise, devemos ser esclarecidos do porquê de estarmos nela. E com isto podemos protestar com consistência, fora disso é uma conversa surda de palpites para o ar em que uns falam de alhos e outros de bugalhos. Nos meios de comunicação fala-se vagamente no “subprime” e no défice, mas não nos explicam realmente o porquê, o que merecemos pois somos pessoas e não computadores que aceitam comandos sem os questionarem.
Por isso vamos começar por falar no que causou a crise. Nos anos 90 e no princípio deste século vivemos num mundo de prosperidade, de desenvolvimento tecnológico, vendia-se muito, comprava-se muito, investia-se muito. Ouve uma subida média dos ordenados o que levou a um aumento do consumo privado, as acções subiam e pareciam que nunca iam descer, o que levava os investidores a investirem o seu dinheiro sem se preocuparem com o retorno pois este era um dado praticamente certo o que leva as empresas a terem mais dinheiro para investir e pagar melhores ordenados. Era um ciclo vicioso que levou os investidores a arriscarem mais nos seus investimentos sem se preocuparem muito se a quem eles emprestavam o seu dinheiro tinham condições para pagar e adquiriam empresas ou parte delas através de acções a preços inflacionados partindo da fé cega que estas iriam sempre subir.
O mesmo se passava com o mercado imobiliário, os bancos emprestavam dinheiro sem se preocuparem se as pessoas tinham ou não condições de pagar. Como eles emprestavam a toda a gente a procura de casas aumentou e o preço destas disparou. Às pessoas que não conseguissem pagar eles ficavam com as casas, que valiam muito mais do que quando os empréstimos haviam sido concedidos e ficariam sempre a ganhar. Ao mesmo tempo pegavam nestes empréstimos, juntavam-nos num pacote e vendiam-nos aos investidores. Com o dinheiro recebido emprestavam mais dinheiro criando um ciclo vicioso. O que era importante era emprestar, pois quanto mais empréstimos tivessem mais pacotes de investimento podiam criar e para continuarem a expandir o seu negócio foram cada vez mais se despreocupando se a quem emprestavam o dinheiro tinham condições para pagar ou não.
Tudo ia bem até que se deu a crise do subprime, nos Estados Unidos da América, causada porque muita gente deixou de conseguir pagar as suas casas, como consequência os bancos ficaram com elas. Mas devido ao elevado número de casas deixadas vagas o valor destas baixou. Os investidores que tinham comprado esses pacotes que tinham um valor x que era o valor das casas, valia agora muito menos. Os investidores alarmados, deixam de investir e retiram o dinheiro do mercado.
E aqui é que estoura a crise, porque os investidores tentam vender os activos (neste caso casas) que têm a preços mais baixos, então as bolsas caem e gera-se o pânico. Os investidores ao retirarem o seu dinheiro do mercado levam à falta de liquidez por parte dos bancos. Infelizmente este mundo gira na base da dívida e dos empréstimos. As empresas quando fazem investimentos não usam capitais próprios vão á banca, muitas fazem empréstimos para pagar empréstimos num ciclo vicioso. O problema é que não há dinheiro, o que leva empresas a fechar e outras a deixar de investir, que leva ao aumento do desemprego e por sua vez os desempregados não conseguem pagar os seus empréstimos. É a crise na sua máxima força, bancos, investidores e instituições financeiras exigem ajuda aos Estados. Perante a possibilidade de os bancos fecharem, que levaria a milhões de pessoas em todo o mundo a ficarem sem dinheiro e levar a um colapso económico mundial, os governos compraram muitos dos activos financeiros tóxicos e investiram na economia para salvar muitas empresas. Mas os estados também se movem num mundo de dívida e para salvarem a economia endividaram-se, ou seja os défices cresceram para salvar a economia. Os estados procuram financiamento com os investidores, mais uma vez estes senhores. E aqui a coisa começa a ficar estúpida, porque a banca, as instituições financeiras e os investidores, depois do ponto crítico da crise começam a olhar para a economia e ao verem os países com um défice muito elevado, ameaçam retirar os seus investimentos destes países se eles não baixarem o défice.
Ou seja, os estados endividaram-se para salvar a economia da porcaria que estes senhores fizeram e agora estes exigem medidas para pagar o défice ameaçando baixar o rating dos países no mercado internacional e com ataques especulativos. Gostaria de relembrar que o défice português antes da crise estava abaixo dos 3%.
O que é que eles exigem agora? Um défice baixo, baixar salários, liberalização da lei do trabalho, aumento de impostos e cortes nas despesas. Ou seja, que sejamos nós a pagar.
Quem são estes investidores? São pessoas com muito dinheiro, donos de empresas multinacionais, presentes nos conselhos de administração de muitas empresas.
Ou seja, eles que ganharam milhões criando e transaccionando pacotes de empréstimos tóxicos, ganharam milhões especulando o mercado, exigem ser salvos pelos governos. Com a desculpa da crise, fecham fábricas com poucos lucros, podem contratar pessoas por salários inferiores, reduzem o pessoal e reestruturam as suas empresas tornando-as mais leves e aumentando os seus lucros, tudo com a desculpa da crise. E como bónus para estes, muitas PMES que eram pequenos concorrentes e sem a mesma capacidade financeira, abriram falência.
Estes milionários são accionistas maioritários em várias empresas, que vão desde a banca, comunicação social, indústrias das mais variadas formas e que se juntam em clubes como o Clube de Bilderberg. E estes senhores que controlam as televisões, os jornais e as revistas bombardeiam-nos com um estilo de vida consumista, com campanhas de marketing agressivas: “Compre isto e aquilo”, “Se não comprar isto não será feliz”, ”O telemóvel que comprou no ano passado já não vale nada, agora tem de ter este”. Venderam-nos este estilo de vida através de filmes e novelas, eu lembro-me há muitos anos a trás, antes da crise, num telejornal ouvir uma suposta analista dizer que um endividamento era sinal de progresso, eu nunca mais me esqueci pois achei repugnante. Para nos fazerem gastar mais dinheiro e comprarmos mais dos seus produtos estes senhores nos impingiam formas de crédito em todo o lado, como comprar a 12 meses sem juro, nos bancos e nos centros comercias impingiam cartões de crédito, chegavam a ser chatos. Eram electrodomésticos, viagens, cursos, sempre com lemas tentadores como “tenha agora comece a pagar daqui a um ano”. Como se diz “O fruto proibido é o mais apetecido” e eles faziam acreditar que era possível fazendo a preocupação de pagar parecer longe e as consequências que um empréstimo acarreta, como juros e no caso de não se poder pagar, parecerem inexistentes. Como marketing, atraente e confortável ao olhar dos demais, os bancos lançaram as contas ordenados com o mote se tiver uma conta ordenado tem isenção de taxas bancárias. Mas estas trazem outras tentações e preocupações, pois dizem-nos logo que temos dois ordenados caso precisemos. Na realidade se recorrermos à conta ordenado estamos a utilizar dinheiro que é deles e não nosso e muitos vivem da conta ordenado para conseguir pagar as contas e viver durante o mês. Mas estas ajudas desaparecem num instante se não pudermos pagar, penhoram ordenados e por aí vai. A crise instaurada no nosso país também não ajuda a eliminarmos a necessidade de recorrer a essa conta ordenado, pelo contrário aumenta cada vez mais.
Estes senhores que ganharam porque comprávamos os seus bens e serviços, ganhavam com os juros dos créditos e ganharam também destruindo a nossa economia. Os únicos que não ganharam nada com isto fomos nós.
E agora quem está a ser acusado da crise? Estes senhores já disseram que a culpa é nossa, que gastámos mais do que podíamos. Sim, nós não somos inocentes, nós nos deixámos influenciar por eles e por isso temos uma cota parte de culpa. Mas os grandes culpados são eles, pois utilizam um jogo psicológico fácil e baixo. Criticam os gastos mas oferecem inúmeras maneiras fáceis, à primeira vista, de gastar para sustentarmos desejos ou sonhos que eles próprios apregoam para que os realizemos que eles ajudam. Ajudam sim a enterrarmo-nos cada vez mais.
Estes senhores impingiram-nos todo o tipo de produtos e impingiram-nos os créditos para os comprarmos e com isso ganharam milhões. E agora somos nós que temos que pagar a crise?
Agora vemos os impostos a aumentar, o desemprego a subir, os salários a descer e estes senhores que consequencias têm? Nenhuma, pelo contrário como já referi em cima ainda têm benefícios.
Meus amigos, as multinacionais apresentam lucros de milhões, os seus accionistas continuam a fazer milhões, os seus gestores a ganhar milhões em bónus. E nós que paguemos a crise.
Estes senhores exigem agora que a lei do trabalho seja liberalizada, uma das ideias vendidas é que se for mais fácil despedir mais facilmente contratam gente. Querem aumentar as horas semanais de trabalho e pagar o mínimo, querem acabar com todas as protecções que temos. Assim poderão nos explorar a torto e a direito, se não fizermos o que querem vamos para a rua. Pior, estes senhores querem acabar com o estado social em que vivemos, para se quisermos ter direito a saúde termos que comprar os seus planos de saúde, se quisermos temos ter direito a reforma temos que fazer os seus PPRS, para andarmos de carro temos que pagar as suas estradas. Basta abrirmos os olhos, já não é isto que se está a passar com as SCUTS?
Eles controlam os meios de comunicação social, que estão sempre a vender a mesma história, a crise, o desemprego, a banca rota, isto para que tenhamos medo dela, para dizermos isto está mal e temos que apertar o cinto, se não isto vai ficar pior. Com este medo damos a nossa liberdade e abrimos mão de coisas que de outra forma não daríamos. Por exemplo, com medo do desemprego permitimos alguns abusos por parte da entidade patronal que de outra forma não permitiríamos. Com medo da crise muitos de nós permitimos que os impostos subam. O que estes senhores querem é que nós tenhamos muito medo, pois quanto mais medo tivermos mais da nossa liberdade e direitos estamos dispostos a ceder. E eles fazem-nos ter medo através das notícias, que são eles que as controlam. Gostaria de informar para quem não sabe que o senhor Pinto Balsemão pertence ao Clube de Bilderberg e esse senhor é só o proprietário do maior grupo de Comunicação Social Português.
Estes senhores para além de nos meterem medo com a crise também nos distraem dos verdadeiros responsáveis da crise, apontando o dedo para os políticos, escondendo os verdadeiros culpados.
Os políticos são só meras marionetas nas mãos destes senhores. Primeiro os políticos precisam deles para pagarem as suas campanhas, precisam deles para lhes darem trabalho quando saiem da política e pior, as empresas destes senhores são responsáveis por uma elevada percentagem do nosso PIB, para além da quantidade muito grande de pessoas que estas empresas empregam. Já imaginaram se esses senhores tirassem de repente as suas empresas do nosso país? Primeiro o desemprego aumentava como nunca visto, segundo entrávamos mesmo na banca rota. Mas isto os meios de Comunicação Social não dizem. Antes apontam as baterias aos políticos. E nós como tomamos como certo tudo o que vemos na caixa mágica, quando o governo sobe os impostos apontamos baterias aos ordenados dos deputados e a todo o staf político, aos seus carros e reformas, quando não é essa a causa da crise. Atenção, não estou a dizer que sou a favor, pois sou contra o desperdício e também não digo que os políticos estão isentos de culpa. Apenas estou a dizer que não é a principal causa e também não é a única solução.
Meus amigos é tempo de abrirmos os olhos, é tempo de lutarmos, estes senhores têm um plano, têm uma agenda, que é estabelecer uma tirania global e corporativa, em que vamos ser meros servos sem direitos nem liberdade.
O dinheiro não é um produto agrícola. Vou dar o exemplo das uvas, se devido a mau tempo, em que nós não ditamos as leis, há uma má colheita, logo há menos produto e o mercado sobe o preço desta. Não conseguimos criar uvas do nada. Mas o que é o dinheiro se não uma invenção nossa que é criada do ar e gerida por leis que nós criámos. Em relação ao dinheiro somos senhores. Não somos capazes de mandar no tempo, mas mandamos nas leis do dinheiro. Se esta crise é tão má para todos ninguém se importaria se mudássemos as leis do jogo, afinal fomos nós que as criámos. Se isto não acontece é porque alguém está a beneficiar com elas. Em vez disso mantemo-nos escravos de leis que criámos, tentando resolver a crise segundo leis absolutas como a lei da gravidade. Quando se inventam aviões temos que ter em atenção as leis da gravidade, não podemos dizer: “olha com a gravidade em 9,8 o avião não voa por isso vamos a diminuir para 6,0”. Mas em relação às leis do dinheiro podemos, fomos nós que as inventámos. A não ser que alguém saia prejudicado e seja alguém poderoso, pois se fosse apenas um punhado de Zés Ninguém diríamos sempre que é para um bem maior. Mas como é um punhado de todos poderosos que se lixem biliões de pessoas ao redor do mundo.
É tempo de agir, mas agir não significa irmos para a rua fazer um golpe de estado, é preciso agir com responsabilidade, pois liberdade significa responsabilidade e sobre isto vou falar no próximo tema do meu blog.
O que é a realidade? O que é real e o que é mentira? De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? Fenómenos paranormais, Exoterismo,Teorias da Conspiração, Religião Neste blog eu vou explorar estes temas, não quero convencer ninguém do que acredito. Mas gostava de vos convencer a serem mais tolerantes, que tenham as vossas próprias ideias e crenças mas depois de analisarem todos os lados da questão, para que não sejam ovelhas de nenhum dos lados.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O Medo da Crise
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Bom dia a todos! Finalmente vejo denunciar e dar os verdadeiros nomes a tudo o que faz parte da real crise deste país. Aprecio e concordo com muitos dos pontos abordados neste blog. Por isso lanço um apêlo para que abram os olhos, leiam este blog, participem!! Para mim a má gestão do governo também é responsável por grande percentagem desta crise.
ResponderEliminarA lata, dizerem que o povo é que tem a culpa!
Fazemos empréstimos? Claro! Até parece que dinheiro vem das árvores e as casas, por exemplo, são baratinhas. Mais,é caso para dizer que "Julgador por si se julga". Então o Governo não faz empréstimos e mais empréstimos? E são valores que nada têm de baixinhos. Mas claro, o culpado é sempre o mesmo porque quem paga é sempre o mesmo também, nós!! Porque os senhores políticos admitirem as suas barracadas e gastos escusados não admitem.
É claro que o país tá em crise mas vamos comprar um Mercedes de última geração para os senhores do Estado. E depois ninguém quer assumir as culpas. Anedota mesmo!!
Vergonha é o que deviam ter cada vez que apresentam medidas de austeridade tendo em conta os gastos feitos.
Parabéns pelo teu texto e mais uma vez por chamares a atenção para quem também tem culpa!!