quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Temos que Acordar! Liberdade é Responsabilidade!

O nosso mundo está em crise, os governos em todo o mundo dizem que temos que apertar o cinto, os impostos sobem, os salários descem, a vida começa a ficar mais difícil para alguns.


Está na hora de acordarmos, está na hora de nos revoltarmos e lutar, a nossa liberdade está em perigo (Ver post O medo da Crise).

O que eu quero agora debater é como podemos lutar pela nossa liberdade e pelo estado social.

Muitos nada fizeram, muitos de nós limitam-se a pensar que somos insignificantes e nada conseguimos fazer. Mas isso é o que eles querem que nós façamos, que nos entreguemos à nossa vida de casa para o trabalho, levando uma vida pacata em que aceitemos o que nos é imposto sem protestar. Muitos até se revoltam quando vêem as notícias nos meios de comunicação social e se revoltam quando debatem os assuntos com os seus amigos, mas quando se trata de fazer algo, dizem: “Eu sou insignificante, não posso fazer nada para mudar o mundo.”

Meus amigos, quantos milhões de pessoas têm este pensamento? E se todos os que pensam desta forma disserem basta? Milhões de pessoas não podem mudar o mundo? Sim podem. Muitas pessoas brincam comigo quando eu digo que quero mudar o mundo. Dizem-me: “Quem és tu para mudar o mundo.” Se eu conseguir acordar dez pessoas a abrir os olhos e a querer mudar o mundo já somos onze e se essas dez pessoas acordarem mais dez pessoas, cada um, já somos cento e um e podemos continuar por aí fora a multiplicar até sermos milhões.

O problema é que estamos todos a olhar uns para os outros a pensar: “Se eu me mexer e mais ninguém se mexer nada acontece.” E ficamos todos a olhar uns para os outros num ciclo vicioso em que ninguém se mexe porque acreditamos “Se eu me mexer mais ninguém vai se mexer” e estamos milhões de pessoas neste estado latente.

Por isso eu digo: Já chega! Eu sou capaz de mudar o mundo! Não porque sou especial, mas porque sou um ser humano. E como ser humano tenho o direito a ser feliz. Com a certeza de que o meu acto consiga que mais gente se levante e diga: “Eu sou capaz de mudar o mundo! Porque eu sou capaz de mudar o mundo, porque todos juntos somos capazes de mudar o mundo!”

O que podemos fazer para mudar? Muitas pessoas vieram para a rua protestar, mas qual foi o resultado? Nenhum. Não estou a dizer que não é uma excelente forma de protesto. Apenas estou que não basta virmos para a rua protestar.

O primeiro passo para sermos livres é sermos pessoas informadas. Informação é poder! Não é a toa que chamam à comunicação social de o quarto poder.

Para estarmos informados não basta ver o telejornal, como já referi num outro post, a comunicação social é controlada por quem quer acabar com a nossa liberdade. As notícias que aparecem nos ecrãs, são notícias já mastigadas e editadas para sem pensarmos termos a reacção que eles desejam. Como podemos estar informados? Podemos olhar para as notícias com um olhar crítico, retirar da notícia apenas a informação para analisarmos e tirarmos as nossas próprias conclusões. Devemos recolher as informações do máximo número de fontes possível, pois por vezes nas notícias escapam pormenores importantes e recolher esses pormenores pode nos dar uma visão real do que aconteceu. Por fim, procurar serviços noticiosos independentes. Em Portugal não conheço nenhum, mas existem alguns estrangeiros.

Para estarmos informados não basta estarmos atentos ao presente temos também de ligar à história, ao passado. Por vezes uma notícia isolada, tirada fora do contexto, pode não nos dizer nada e não ligarmos. Mas essa notícia pode ser muito importante, pode ser um passo de uma estratégia qualquer e se não soubermos o que está para trás, não nos vamos aperceber a importância da notícia.

A história é muito importante, eu sou licenciado em história e depois de terminar o curso fiquei com uma ideia mais clara do presente. Antes havia muita coisa no mundo que não me fazia sentido, depois do curso terminado o mundo passou a fazer mais sentido. Mas em relação à história temos que ter algumas coisas em conta. Esta é escrita pelos vencedores e estes vão sempre se enaltecer e desacreditar os vencidos. Quando estudamos história temos que ter uma visão crítica, imparcial e temos de ter em conta todos os pontos de vista, analisar bem cada situação. Há mais uma coisa que temos de ter em conta, a história que nos é ensinada na escola até ao 12º ano tem muita coisa incorrecta. Há muitas coisas que não são verdade, eu apanhei grandes surpresas na faculdade. Isso não me surpreende, pois os programas de ensino são aprovados pelos governos, que são controlados por outros mais acima, mas sobre a educação irei falar mais profundamente num futuro post.

Outra coisa que temos que ter em conta em conta quando buscamos conhecimento e informação, é olhar para as coisas sem ideias pré-concebidas e com um espírito crítico. Sem fazermos isso a informação que procuramos pode estar à nossa frente em letras garrafais e com luzes de néon que nós não a vamos ver.

O mesmo já se passou comigo, vou-vos dar um exemplo: Durante muitos anos li passagens da bíblia vezes sem conta e contei essas mesmas histórias vezes sem conta também, mas sem nunca me aperceber do que estava escrito. Anos mais tarde, com outros olhos, sem ideias pré-concebidas e com espírito crítico relembrei-me das histórias, ou as reli e vi o que estava à frente dos meus olhos e que nunca tinha visto durante anos. Há muita coisa escondida à frente dos nossos olhos que não vemos. Este é um aspecto fundamental, pois a maioria dos problemas do mundo, do ódio, da violência e da intolerância, têm aqui a sua origem. Isto porque toda a humanidade se baseia em ideias pré-concebidas e sem olhar crítico, que nos foram mastigadas e dadas como verdades e nós as aceitamos sem as questionar. Isto é um aspecto muito importante que vou aprofundar num futuro post.

Ok, muitos de vocês estarão a pensar: “E depois estamos informados temos conhecimento, isto não muda nada.” Outros estarão a pensar: “Não, eu estou informado, eu tenho conhecimento.” Se o seu caso é o segundo é porque está a partir de ideias pré-concebidas e sem espírito crítico, o que devia estar a pensar é: Estarei informado? Tenho conhecimento? Se o seu caso é o primeiro, devo-vos dizer que é mais de meio caminho. Quando começamos a perceber as coisas, nós mudamos, é uma sensação espectacular, é como se tivéssemos cegos e passássemos a ver. Nós apercebemo-nos que não somos insignificantes, que temos poder, passamos a ver coisas que estavam à nossa frente e nós não víamos. Apercebemo-nos que a sociedade é como um ser vivo e que nós fazemos parte dela, vemos que a sociedade que muitos de nós criticamos não fazem parte só os outros, como também nós e aqueles que estão à nossa volta. Apercebemo-nos que esta sociedade que é como um ser vivo tem muitas células cancerígenas, mas tem milhões saudáveis e que o mundo está moribundo porque as células boas estão apáticas. E muitas das células cancerígenas o são não por escolha própria, mas sim porque lhes foram incutidas ideias pré-concebidas e não possuírem espírito crítico, ou seja podem ser recuperadas.

Ao adquirirmos espírito crítico, passamos a pensar pelas nossas cabeças, não por um punhado de líderes que nos manipulam com palavras pomposas e caras e com carisma. Nem somos manipulados pela comunicação social que são os maiores manipuladores. A comunicação social tem o poder de fazer cair governos, eleger presidentes, transformar um santo num demónio, e um demónio num santo. A comunicação social entra em nossas casas todos os dias, o que vemos nela não questionamos, aceitamos automaticamente como verdade. O mundo que conhecemos é por ela. Meus amigos é muito poder, e se pensarmos um pouco reparamos que toda a comunicação social é e controlado por poucos mega grupos de midia, que por sua vez são controlados por um pequeno grupo de pessoas. È muito poder nas mãos de poucas pessoas, pior é que devido a fusões e aquisições estes grupos são cada vez menos. Meus amigos eu não sei quanto a vocês mas cada vez que penso nisto fico assustado. E ninguém se preocupa com isto. (Ver post - O medo da crise)

Cabe a nós reclamar esse poder para nós. Nós é que devíamos ter o poder de eleger governos através dos nossos votos, depois de analisarmos as reais propostas os partidos políticos e reais ideias. E não quem a comunicação social faz parecer melhor, ou quem tem a melhor imagem, ou carisma. Imagem e carisma não resolvem os verdadeiros problemas.

E com isto já estou a passar para a parte da acção. Felizmente ainda vivemos em democracia. E para os políticos serem eleitos temos que votar neles e os militantes, base dos partidos políticos, têm de votar nos seus líderes partidários.

Não me queria alargar na parte da política, porque quero fazer um post específico sobre isto, mas isto também é uma parte importante do nosso poder. Existem quatro tipos de eleitores: uma grande parte que não vota e os políticos com esses não se têm de preocupar; há outros que olham para os partidos como um clube de futebol e têm o seu partido e votam sempre no mesmo, com esses os políticos também não se preocupam, porque ou são votos garantidos ou que não têm hipóteses de conquistar, há ainda um pequeno grupo que tenta analisar as propostas e vota informado, mas este grupo é tão insignificante que não vale o esforço, no ponto de vista dos políticos é claro; por fim temos um outro grande grupo que é quem decide as eleições, que pensam que votam em consciência mas votam no carisma do líder político, no marketing político, em quem fala melhor e quem tem os melhores chavões de campanha. Eu não me lembro de uma campanha em que se tenha debatido política na verdadeira ascensão da palavra. Debatem-se ideias vagas, dizem que se tem de apoiar as PME´S mas não dizem como, dizem que se tem de investir na educação não dizem quanto, e por aí fora. Debatem ideias vagas, sem conteúdo e ganha as eleições quem as debate melhor. Agora, se todos começarmos a analisar as propostas, a votar em quem tem as melhores ideias concretas, questionando sobre os problemas reais do país, as coisas mudavam. Não instantaneamente, mas com o tempo as coisas mudavam. Os políticos querem ganhar eleições, não as querem perder e para as ganhar eles teriam de mudar o seu modo de funcionar. Os políticos deixariam de gastar os milhões em marketing e teriam de gastar mais tempo a construir programas concretos de governo. Porque são eles que precisam do nosso voto, e só com o nosso voto ganham as eleições e isso é um poder enorme que temos!

A grande maioria de nós fala da sociedade como se não tivéssemos nada a ver com ela. Muitos dizem frases como: “A sociedade está louca”, ou “A sociedade está doente”, etc. Mas sempre falamos da sociedade como algo exterior a nós, espero não estar a dar nenhuma novidade mas a sociedade somos todos nós. E o mais engraçado é que definimos sociedade como sendo os outros, esta é mais uma ideia criada por aqueles que querem que pensemos que somos insignificantes. Isto pode parecer um pormenor insignificante mas do ponto de vista psicológico faz toda a diferença. Uma coisa é vermos a sociedade como algo a que nós não pertencemos e que o que fazemos não tem repercussões na sociedade. Querer mudar a sociedade “estando de fora” é muito difícil, somos nós contra a sociedade, David contra Golias. Agora se virmos que fazemos parte da sociedade, se nos alterarmos a nós próprios já estamos a mudar a sociedade e com a nossa mudança podemos dar o exemplo a outros. É muito mais fácil querer mudar uma coisa fazendo parte dela, do que não fazendo.

Pensarmos que não fazemos parte da sociedade tem consequências terríveis. O nosso subconsciente, por exemplo, vai pensar: “se não fazemos parte da sociedade, os nossos actos não têm qualquer influência nela.” E é aqui que está um dos grandes problemas da nossa sociedade. Mesmo que os nossos actos sejam insignificantes, multipliquem milhões de actos insignificantes para ver quanto dá. Pouca gente está satisfeita com a nossa sociedade, falem com todas as pessoas que conhecem, vão para a rua e vejam quantas pessoas estão satisfeitas com o sistema e condições actuais. Quase todas as pessoas vão dizer que isto está muito mal, que isto precisa de uma volta, que as coisas têm de mudar. Agora ou as pessoas são mentirosas ou somos muitos a dizer que a sociedade precisa de mudar. E mais uma vez lembro-vos, o poder de muitos é muito forte. Agora, podemos fazer parte da solução ou do problema.

Milhões ou milhares de actos fazem a diferença por exemplo se todos pagássemos os nossos impostos e se não fugíssemos a estes, o PIB subiria e o défice desceria. Se não estivéssemos tão concentrados no eu e no que é bom no imediato, faríamos desta sociedade uma sociedade melhor para todos e estaríamos a fabricar para nós um excelente futuro.

Ao longo dos anos tenho falado com patrões e trabalhadores, visto os discursos dos sindicatos e associações de patronatos. Todos eles apresentam os seus argumentos, todos eles válidos, num discurso surdo de uns contra os outros. Não seria mais produtivo em vez de lutarmos uns contra os outros, trabalharmos em conjunto? Em que os trabalhadores se esforçam no seu trabalho, sendo mais produtivos, vestindo as camisolas das suas empresas e os Patrões perceberem que os seus funcionários são seres humanos e não maquinas e lhes dar os meios para que estes tenham uma vida feliz? (Este é um tema que aprofundarei num futuro post).

Muitos de nós nos queixamos do excesso de burocracia e de leis, mas muitas destas são criadas porque as pessoas não respeitam os outros e a sociedade. Os seus actos são tomados em seu interesse e em desrespeito de muitos.

Meus amigos, quanto menos moral e mútuo desrespeito houver, mais leis e burocracias complexas haverá.

Se todos nós fossemos íntegros com palavra e tivéssemos moral, não seriam necessárias tantas leis e burocracia. Nem os tribunais estariam tão cheios de processos e a justiça seria mais rápida.

Se por vezes somos os vendedores, muitas mais vezes somos os compradores e se não gostamos de ser enganados, também não devemos enganar outros.

A sociedade está podre mas a sociedade somos todos nós e está na mão de todos a mudar. A política é 10% da sociedade e também aí podemos ter uma palavra a dizer, se nos tornarmos cidadãos activos. Se queremos liberdade, temos que abarcar com as responsabilidades. Mas mudar o mundo é possível, basta para isso desejarmos e pormos mão á obra, pois dá trabalho!

1 comentário:

  1. Todos juntos somos muitos!!!!!!!!!!!! Acreditem que é verdade! Se assim não o fosse porque os políticos precisariam de fazer campanhas e aquelas obras "para inglês ver"!?!? Porque precisam do nosso voto!! Porque sem o povo não fazem nada!! Precisam do nosso voto, do nosso trabalho para aumentar o PIB!!! Afinal, não somos assim tão insignificantes pois não?!? PESSOAL, VAMOS ACORDAR E PÔR MÃOS À OBRA! EU NÃO ENTREGO A MINHA LIBERDADE!! E VOCÊS PREZAM A VOSSA??? SE SIM PARTICIPEM DESTE BLOG! VAMOS JUNTAR IDEIAS, VAMOS UNIR-NOS!! A UNIÃO FAZ A FORÇA!

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